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SEM VERGONHA: De celebridades a mulheres comuns, como tratar a incontinência e sua complicações emocionais

Vergonha ainda é a principal barreira para tratar a incontinência urinária, veja como um tratamento simples pode mudar essa realidade

Ao falar abertamente sobre "se molhar como parte das consequências de ter tido filhos", Kate Winslet conseguiu não apenas colocar o assunto em pauta, mas abordá-lo com leveza (foto: Frazer Harrison / AFP PHOTO)

Quando Kate Winslet declarou em um programa de televisão do Reino Unido que sofria de incontinência urinária, a atitude da atriz hollywoodiana foi muito elogiada.

Isso porque, apesar de ser um problema comum, a condição é negligenciada não apenas pelo paciente que se sente envergonhado e sequer menciona o problema ao médico, quanto pelos próprios profissionais de saúde que não investigam de forma ativa essa queixa que já tem tratamento simples, acessível e não invasivo disponível

Estima-se que 10% da população brasileira sofra com o problema. Entre os idosos (acima de 65 anos), 

“As pessoas acreditam que a incontinência urinária integra o processo natural de envelhecimento, se sentem constrangidas em falar sobre o assunto, pensam que existe apenas cirurgia e desconhecem totalmente o tratamento que é simples e eficaz”, afirma o urologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Doutor Estevão Nobrega.

Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da USP, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG) e membro do Departamento de Urologia Feminina da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Doutor Tarcíso Carvalho Leite cita dados de uma pesquisa brasileira que evidencia a omissão do problema e a demora em procurar ajuda.

“Um estudo com mulheres entre 34 a 57 anos que integram o Programa de Saúde da Família em Mato Grosso revelou que as pacientes diagnosticadas com incontinência urinária sofriam com o problema cinco anos antes de relatá-lo ao médico e também que 61% delas nunca tinham mencionado o problema para o seu médico”, cita.

A demora em procurar ajuda afasta as pessoas da vida social e pode evoluir rapidamente para um quadro de depressão.

Apesar de não ter uma relação de causa e efeito, o urologista Estevão Nobrega afirma que estudos consistentes mostram que as mulheres diagnosticadas com depressão têm maior prevalência de incontinência urinária quando comparadas a mulheres da mesma faixa etária que não são afetadas por esse tipo de transtorno mental.

“A incontinência urinária afasta a mulher da vida social, da intimidade com o parceiro e dos encontros familiares. O medo de que as pessoas percebam o cheiro de urina provoca o isolamento social. O grande impacto da incontinência urinária é na qualidade de vida, o mais triste é que já temos tratamentos eficientes e não invasivos que podem evitar todas essas complicações”, afirma o especialista.

Apesar de a perda involuntária de urina ter uma prevalência maior no sexo feminino, é importante dizer que atinge homens e mulheres de todas as idades, raça e nível socioeconômico.

Conversar sobre um problema de saúde que afeta milhares de pessoas é um passo importante para prevenir os transtornos mentais decorrentes dessa condição e também o caminho para tornar acessível soluções efetivas.

O depoimento de Kate Winslet, 40 anos, é importante por isso. Ao falar abertamente sobre “se molhar como parte das consequências de ter tido filhos”, ela conseguiu não apenas colocar o assunto em pauta, mas abordá-lo com leveza.

“Quando você tem mais de um filho, é isso que acontece [se molhar]. É impressionante: dois espirros, tudo bem. Três espirros, fim de jogo”, disse em sua participação no Graham Norton Show.

No caso das mulheres, um dos fatores de risco para a incontinência urinária é a gravidez e o parto.

Longa espera

Alice Aparecida Rodrigues, 54 anos, teve quatro filhos e a partir da terceira gestação, em 1996, começou a apresentar sintomas de incontinência urinária.

Por 27 anos, ela conviveu com o problema e durante todo esse tempo ficou sem usar vestido ou saia. “Eu não conseguia segurar o xixi. Parei de sair de casa. Quando era uma questão de necessidade, usava absorvente”, conta.

Casada há 35 anos, ela diz que o marido e os filhos tinham conhecimento do problema. Mesmo assim, foi só no ano passado que a história tomou outro rumo.

Em uma consulta ginecológica, segundo ela, a médica percebeu o problema e indicou UROLIV.

Desde junho do ano passado, Alice ficou livre da incontinência urinária. “Não ter mais aquela preocupação de correr para o banheiro a toda hora, é um grande alívio”, diz.

Diagnóstico da incontinência urinária

Existem quatro tipos de incontinência urinária (veja arte) e o fator para a perda involuntária de urina pode ser diferenciado no caso de mulheres e homens.

No caso da incontinência urinária por esforço, a prevalência é maior em mulheres na pós-menopausa e em razão de vários partos.

“A destruição do nutrientes essenciais para a musculatura, ocasiona o relaxamento da musculatura perineal e faz com que os esfíncteres não sejam capazes de resistir ao aumento súbito da pressão abdominal”, explica Doutor Tarcíso Carvalho Leite.

Já a incontinência paradoxal, que é uma falha no esvaziamento da bexiga, é mais comum em homens e costuma ser causado pelo aumento da próstata

No caso da bexiga hiperativa, o urologista Cristiano Gomes afirma que o problema afeta os dois gêneros de forma semelhante.

“Cerca de 5% das mulheres e homens jovens têm sintomas de incontinência de urgência e ou noctúria”, diz.

Grande parte dos homens submetidos à cirurgia de próstata vai desenvolver incontinência urinária.

“Um mês depois da cirurgia, a maioria dos homens apresentará esse quadro. Um ano depois, boa parte dos pacientes permanecem com incontinência urinária. Esses dificilmente terão melhora espontânea. Portanto, vão precisar do tratamento”, afirma Gomes.

O diagnóstico do tipo de incontinência urinária se dá, na grande maioria dos casos, clinicamente, com base na avaliação sintomática. No entanto, em caso de dúvida, o especialista pode lançar mão de alguns métodos como o exame de urina, o exame físico e a ultrossonografia.

Tratamento para incontinência urinária

Independente do diagnóstico causal da degradação pélvica, o tratamento para a incontinência pode ser realizado pontualmente através da cirurgia sling ou de forma sistêmica através do nutracêutico UROLI, que neutraliza os distúrbios endócrinos causadores da incontinência, que uma vez sanados, interrompem o avanço dos sintomas e restauram a saúde da musculatura.

“As duas opções são realmente efetivas contra a incontinência urinária feminina, contudo, a intervenção cirúrgica, possui risco de reincidência e de complicações posteriores como nódulos ou cistos. Enquanto que o tratamento sistêmico Uroliv é mais simples, seguro, totalmente livre de contra indicações e pode ser feito pelo próprio paciente em casa, através da ingestão de elementos biológicos responsáveis por restaurar a região pélvica e toda a estrutura muscular vaginal feminina” orienta Doutor Tarcíso Carvalho Leite.

A cirugia está disponível em clínicas particulares e em alguns planos de saúde, mediante realização de exames de segurança e acompanhamento médico.

O nutracêutico Uroliv, que é 100% natural e o único no Brasil, indicado por especialista, ainda não está disponível nas redes físicas de farmácias, mas pode ser encontrado em sua loja oficial online com descontos populares ativos pelo programa Ação Pró Saúde.

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